sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Chorei...


Há muito tempo que não chorava assim.... chorei como quando se chora quando se é criança... quando se tem medo da "pica" porque vai doer e que se sabe que não há forma de nos escaparmos a ela... nem o pai e a mãe que são a nossa muralha nos podem livrar daquela dor...

Chorei agarrada a um "porto seguro"... um porto que não quero largar... que quando não me lança as amarras... fico em pânico, completamente à deriva... sem perceber porque não me as lançou... 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Então e eu?

Direita ou Esquerda?

Em cima ou em baixo? 

Branco ou preto? 

Doce ou amargo? 

Grande ou pequeno? 

Quente ou frio?

Estas são as ditas básicas…

O que tenho que mudar e o que não tenho que mudar? O que devo mudar e o que não devo mudar? Do que tenho de gostar e do que não tenho de gostar? Do que devo de gostar e do que não devo de gostar? Como tenho ou não tenho de me comportar? O que devo ou não devo dizer? O que devo ser ou o que não devo ser e o que tenho de ser ou o que não tenho de ser? Estas são as ditas complexas…

E onde é que fico no meio disto tudo?

Lá está… isso queria eu saber…

Ficar no meio-termo de tudo isto quererá dizer que simplesmente não existo? Não serei carne nem peixe? Mas como junto duas numa?

“Se te portares bem serás feliz!”, dizem-me…. neste últimos trinta anos.

“Para teres aquilo tens que fazer isto!”, (que é nada mais nada menos que decifrar, analisar, digerir, processar e retirar o que é CERTO de todas as perguntas ali em cima apresentadas).

E como o tempo joga a favor (estou a ser irónica), já agora tudo isto no menor espaço temporal possível…. se ainda quiser ser feliz nesta vida…

Eu bem que procuro a bendita fórmula…



Para mim não é fácil mudar o “mindset”, mudar a cabeça e os sentimentos…. depois de trinta anos a aprender que nasci para servir os outros, que não conseguiria chegar mais longe e que nem deveria sequer tentar porque é como me esquecesse do meu lugar… Mudar de uma espécie de Madre Teresa, para olhar, cuidar, e pensar em mim primeiro, depois para mim e a seguir para mim… ainda não consegui chegar lá…

Vítima? Se me estou a fazer de vítima… não, não me estou a fazer… sempre fui… também me ensinaram a ser sempre vítima da sociedade… mas com uma diferença… aceitar de cabeça baixa e não fazer barulho para não incomodar ninguém… como uma espécie de “merecimento” ter que aceitar que me espezinhassem e me humilhassem e achar que os outros é que têm razão…

Como me sinto? Aos poucos vou tentar perceber, separar o turbilhão de sentimentos, identificar cada um… para também eu perceber o que sinto… mas há dias que me sinto uma jovem tartaruga de quatrocentos anos… uma miudinha inexperiente e uma velha sabida… Duas numa? Será?