Direita ou Esquerda?
Em cima ou em baixo?
Branco ou preto?
Doce ou amargo?
Grande ou pequeno?
Quente ou frio?
Estas são as ditas básicas…
O que tenho que mudar e o que não tenho que mudar? O que devo mudar e o que não devo mudar? Do que tenho de gostar e do que não tenho de gostar? Do que devo de gostar e do que não devo de gostar? Como tenho ou não tenho de me comportar? O que devo ou não devo dizer? O que devo ser ou o que não devo ser e o que tenho de ser ou o que não tenho de ser? Estas são as ditas complexas…
E onde é que fico no meio disto tudo?
Lá está… isso queria eu saber…
Ficar no meio-termo de tudo isto quererá dizer que simplesmente não existo? Não serei carne nem peixe? Mas como junto duas numa?
“Se te portares bem serás feliz!”, dizem-me…. neste últimos trinta anos.
“Para teres aquilo tens que fazer isto!”, (que é nada mais nada menos que decifrar, analisar, digerir, processar e retirar o que é CERTO de todas as perguntas ali em cima apresentadas).
E como o tempo joga a favor (estou a ser irónica), já agora tudo isto no menor espaço temporal possível…. se ainda quiser ser feliz nesta vida…
Eu bem que procuro a bendita fórmula…
Para mim não é fácil mudar o “mindset”, mudar a cabeça e os sentimentos…. depois de trinta anos a aprender que nasci para servir os outros, que não conseguiria chegar mais longe e que nem deveria sequer tentar porque é como me esquecesse do meu lugar… Mudar de uma espécie de Madre Teresa, para olhar, cuidar, e pensar em mim primeiro, depois para mim e a seguir para mim… ainda não consegui chegar lá…
Vítima? Se me estou a fazer de vítima… não, não me estou a fazer… sempre fui… também me ensinaram a ser sempre vítima da sociedade… mas com uma diferença… aceitar de cabeça baixa e não fazer barulho para não incomodar ninguém… como uma espécie de “merecimento” ter que aceitar que me espezinhassem e me humilhassem e achar que os outros é que têm razão…
Como me sinto? Aos poucos vou tentar perceber, separar o turbilhão de sentimentos, identificar cada um… para também eu perceber o que sinto… mas há dias que me sinto uma jovem tartaruga de quatrocentos anos… uma miudinha inexperiente e uma velha sabida… Duas numa? Será?




Apresentam-se mil caminhos na nossa frente, qual seguir? Qualquer um! Qual é certo? Todos! A diferença? Num caminho precisamos de 10 vidas para aprender as lições que nos propusemos (ou pelo menos a nossa "alma"), noutro demoramos 20 e noutro 2. Até há quem diga que tudo pode mudar agora. Depende de quem ? De nós e do nosso livre arbítrio! Quem sou eu ? Ainda ninguém que fez essa pergunta a si próprio obteve resposta, mas essa é a única pergunta a fazer e esse é o caminho!
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